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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Cientistas descobrem nova espécie humana

Os cientistas descobriram os restos fósseis de uma espécie extinta de humanos em uma caverna nas Filipinas.
* Conteúdo da matéria com veracidade comprovada, de fontes originais fidedignas. (Em se tratando de tese ou opinião científica, só pode ser garantida a veracidade da declaração da pessoa envolvida, e não o fato por ela declarado.)
Cientistas descobrem nova espécie humana
Foto meramente ilustrativa
Acredita-se que esse ancestral humano tinha cerca de 1,2 metros de altura e era bem adaptado para subir em árvores, sendo chamado de Homo luzonensis, por ter sido encontrado na ilha Luzon.

A descoberta complica ainda mais a árvore genealógica humana no Sudeste Asiático, onde se acredita que havia pelo menos três espécies distintas de humanos ao mesmo tempo.
As espécie recém-descoberta exibe uma mistura intrigante de características modernas e arcaicas, sugerindo que alguns de nossos primeiros ancestrais na África podem ter feito a viagem para o Sudeste Asiático muito antes do Homo erectus deixar o continente cerca de 1,9 milhão de anos atrás.
Caverna onde foi encontrado fóssil. Credito: El País
O fato de que Luzon só é acessível por mar também levanta outras questões.
Os cientistas dataram os restos mortais do Homo luzonensis entre 50.000 e 67.000 anos, o que significa que ele compartilhou o planeta tanto com os humanos modernos quanto com os neandertais.
Também acredita-se que a própria ilha também tenha sido habitada por outra espécie – os denisovanos.
O que acabou sendo responsável pela extinção do Homo luzonensis, no entanto, permanece incerto.

Prefeito decreta estado de calamidade pública na cidade do Rio de Janeiro por causa da chuva

Decreto permite execução de medidas sem autorização do Legislativo; também foram liberados R$ 40 milhões que estavam contigenciados. Dez pessoas morreram em temporal.



Prefeitura do Rio de Janeiro decreta estado de calamidade pública
Prefeitura do Rio de Janeiro decreta estado de calamidade pública
O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, decretou nesta quinta-feira (11) Estado de Calamidade Pública por causa da chuva. O decreto foi publicado no Diário Oficial do município e garante à Prefeitura o poder de, por exemplo, executar medidas excepcionais sem autorização do Legislativo. Isso inclui a realocação de verbas e cortes de serviços para priorização em outras áreas.
Com o decreto, de validade de 180 dias, também fica autorizado o descumprimento de alguns artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A contratação sem licitação fica permitida para casos de situações graves.
Também no Diário Oficial do município do Rio foi publicada a liberação de R$ 40 milhões em verbas contigenciadas desde fevereiro. Este recurso, segundo o decreto, será usado em investimento de drenagem e manutenção da rede de águas pluviais da Zona Oeste da cidade, uma das regiões mais afetadas.
  Decreto de estado de calamidade do município do Rio de Janeiro, publicado nesta quinta-feira (11) no Diário Oficial — Foto: Reprodução/GloboNews 
Decreto de estado de calamidade do município do Rio de Janeiro, publicado nesta quinta-feira (11) no Diário Oficial — Foto: Reprodução/GloboNews

Chuva mais forte em 22 anos

O temporal que atingiu a capital fluminense a partir do fim da tarde de segunda (8) causou a morte de 10 pessoas. Segundo o Alerta Rio, órgão da Prefeitura, foi a chuva mais forte dos últimos 22 anos.
Houve deslizamentos de terra, ruas alagadas e carros ficaram boiando na água em bairros das zonas Sul e Oeste. O estágio de crise começou às 20h55 de segunda-feira e permanecia na manhã desta quinta, quase 60 horas depois, quando a Região Metropolitana do Rio ainda vivia os impactos do temporal e sete vias da capital permaneciam interditadas.
  Bombeiro com máscara de mergulho se aproxima de carro submerso no mergulhão da Barra — Foto: Lívia Torres/TV Globo 
Bombeiro com máscara de mergulho se aproxima de carro submerso no mergulhão da Barra — Foto: Lívia Torres/TV Globo
Dentre as vítimas do temporal, uma senhora, a neta e um taxista morreram dentro de um táxi ao serem soterrados durante um deslizamento de terra em Botafogo. No Leme, outro deslizamento causou a morte de duas irmãs que moravam em casas vizinhas no Morro da Babilônia. A ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, caiu pela 4ª vez.
  Carros são atingidos devido a forte chuva na cidade do Rio de Janeiro, nesta terça-feira — Foto: Daniel Castelo Branco/Agência Castelo Branco/Agência O Dia/Estadão Conteúdo 
Carros são atingidos devido a forte chuva na cidade do Rio de Janeiro, nesta terça-feira — Foto: Daniel Castelo Branco/Agência Castelo Branco/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

O decreto

O estado de calamidade também possibilita que a União envie equipes da Força Nacional e solicite a cooperação de regiões vizinhas. Crivella autoriza ainda, no decreto, que órgãos públicos façam requisição administrativa de propriedades particulares quando houver perigo iminente, no caso de necessidade de uso por técnicos do município ou como local de abrigo.
"Considerando que as fortes chuvas que atingiram o município nos últimos dias resultaram em enchentes e deslizamentos em encostas que colocam em risco inúmeras habitações, expondo a risco de morte considerado contingente de pessoas, além de danos materiais, ambientais e prejuízos econômicos, o que denota situação necessária à declaração de Estado de Calamidade Pública", afirma o texto da publicação.
A decisão afirma ainda que o decreto auxilia na tomada imediata de medidas emergenciais para que, em cooperação com outras esferas de governo, os problemas causados pela chuva sejam combatidos.
  Bombeiros acham táxi soterrado em Botafogo, na Zona Sul do Rio — Foto: Daniel Silveira/G1 
Bombeiros acham táxi soterrado em Botafogo, na Zona Sul do Rio — Foto: Daniel Silveira/G1
Em entrevista nesta quarta-feira (10) em visita ao Jardim Maravilha, na Zona Oeste, uma das regiões mais afetadas pela chuva, o prefeito comentou declarações do coronel Roberto Robadey, chefe da Defesa Civil do Estado, de que a Prefeitura do Rio optou por não decretar estado de emergência, o que permitiria ao órgão atender com mais rapidez ocorrências, mesmo sem ser chamado.
"Se a gente ficar olhando para trás, não vamos resolver bulhufas. Hoje nós precisamos ter bom ânimo e enfrentar os problemas que não são só de agora. A última dragagem deste Rio foi feita em 96. É claro que nós temos que ter prioridades, e a prioridade agora, nesse momento, é retomar essa dragagem. Vamos dragar 2,5 quilômetros. Daqui sairão centenas de caminhões e vamos insistir com Brasília para que esse projeto seja feito como tem que ser feito", afirmou Crivella, citando a importância de um acordo de cooperação com o governo federal.

Demora nas ações

Na terça-feira (9), o prefeito do Rio admitiu, em entrevista à TV Globo, que houve falha de planejamento e demora nas ações durante o temporal. Segundo informações do RJ2, desde o início da sua gestão a Secretaria de Conservação tinha 200 homens prontos para entrar em ação em caso de chuva, mas só 20 homens foram às ruas na noite de segunda-feira (8), como o próprio Crivella explicou.
"Na verdade, esses homens são contratados. A prefeitura não tem esses homens próprios, nós temos seis empresas que fazem esses contratos, tanto de conservação como de drenagem, são mobilizados, no momento em que a gente precisa a gente chama e as pessoas vêm e trabalham intensamente (...) Foram mobilizados, o que atrasou foi porque houve um trânsito intenso na hora em que as pessoas estavam saindo do trabalho pra ir pra casa, e aí realmente houve atraso nos pontos principais da cidade", disse o prefeito na terça.
Na mesma entrevista, questionado sobre a demora, o prefeito disse que o protocolo foi mudado após reunião. "O que vamos fazer a partir de agora é reunir, no exato momento em que for pra [estágio de] atenção, o prefeito e mais todos os secretários da cidade, e aí nós vamos decidir juntos em que locais vamos colocar nossas equipes."

O que é um buraco negro, e por que há luz na primeira foto de um deles?

Em entrevista ao G1, o astrônomo português Hugo Messias, pesquisador do projeto EHT no Chile, explica o que já se sabe sobre o fenômeno. Nesta quarta, 1ª imagem de um buraco negro foi divulgada mundialmente.


  Simulação de como funciona um buraco negro visto a distância no espaço.  — Foto: Divulgação/Alma Observatory 
Simulação de como funciona um buraco negro visto a distância no espaço. — Foto: Divulgação/Alma Observatory
Um grupo de mais de 200 cientistas membros do projeto Event Horizon Telescope (EHT) divulgou na quarta-feira (10) a primeira imagem já registrada de um buraco negro. A descoberta, considerada sem precedentes, foi comentada por todo o mundo e muita gente se surpreendeu com o fato de que, na imagem, o buraco negro está rodeado de luz.
Para entender o fenômeno, o G1 ouviu um dos astrônomos envolvidos no projeto. O português Hugo Messias, que trabalha no Observatório Alma, no deserto do Atacama, no Chile, explicou que, na verdade, o buraco é de fato negro, e a luz que aparece na imagem vem de materiais que orbitam ao seu redor.
Mas, se não fosse por isso, a imagem que rodou o mundo nesta quarta sequer teria sido possível de obter.
Entenda, a seguir, o que são os buracos negros e tira suas dúvidas sobre eles:
  Foto original do buraco negro divulgada na quarta-feira por cientistas do projeto Event Horizon Telescope. — Foto: Reprodução 
Foto original do buraco negro divulgada na quarta-feira por cientistas do projeto Event Horizon Telescope. — Foto: Reprodução

O que é um buraco negro?

Os buracos negros são uma enorme quantidade de massa concentrada em um espaço muito reduzido. Seu campo gravitacional é tão forte que ele atrai para si tudo o que se aproxima dele, inclusive a luz.
Segundo Messias, se jogarmos uma bola de tênis para cima com uma enorme velocidade, ela sai da órbita da Terra. Essa é a chamada "velocidade de escape".

O que é velocidade de escape?

É uma velocidade tão alta que supera a força da gravidade.
No caso dos buracos negros, a velocidade de escape é igual ou maior que a velocidade da luz. Portanto, tudo o que chega perto dele não consegue permanecer fora, pois é atraído pela sua força gravitacional.
“O buraco negro é um corpo muito massivo. A matéria que se aproxima dele entra direto ou circula à sua volta”, diz o astrônomo Hugo Messias. A luz que está na sua órbita também entra e não sai mais, por isso o seu centro é escuro – e daí vem o nome “buraco negro”.

O que é o ponto de não retorno?

É o ponto limite de onde já não sai mais nada do buraco negro. "Lá dentro deve ter matéria ou, pelo menos, radiação, plasma. Mas não sabemos como é o interior de um buraco negro", afirma o pesquisador.
O nome técnico desse ponto de não retorno é "horizonte de eventos".
A partir dali subentende-se que as leis da física, ao menos como as conhecemos, não se aplicam mais.

Por que vemos luz na foto do buraco negro?

O que se vê na imagem é, na verdade, a luz emitida por materiais que circulam ao redor do buraco negro. Essa é a luz captada por telescópios em diferentes partes do mundo. Na prática, seria como usar um enorme telescópio do tamanho da Terra para ver o buraco negro.
Mesmo sem ver o buraco negro, cientistas sabem que ele existe por meio dos efeitos ao seu redor.
"Se esfregarmos as mãos, elas vão aquecer. Da mesma forma, as partículas em fricção ao redor do buraco negro vão criar energia", conta o astrônomo. "Ela vai atingir temperaturas muito altas e emitir luz."
No caso do buraco negro da galáxia M87, que está a uma distância de mais de 50 milhões de anos luz da Terra, a luz que observamos agora foi emitida milhões de anos atrás. "Quando a luz saiu de lá ainda não havia homo sapiens na Terra", nota Messias.
Na foto divulgada pelo projeto EHT, estamos vendo o buraco negro "de cima", por isso parece que o buraco negro tem o formato de um anel.
Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada
Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada

Como surgem os buracos negros?

Segundo o astrônomo, há duas possibilidades. Uma delas é quando uma estrela muito massiva deixa de emitir luz no final da sua vida. O centro dessa estrela entra em colapso e ocorre a chamada explosão supernova. Isso pode produzir um buraco negro "estelar".
  • Quando uma estrela vira um buraco negro: cientistas podem ter flagrado o fenômeno
De acordo com a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), a maioria dos buracos negros é desse tipo, ou seja, uma espécie de “objeto em colapso congelado”. Os detalhes de por que isso acontece ainda são um mistério para os cientistas.
  Imagem capturada em junho de 2018 por telescópios no Havaí mostra uma anomalia na estrela The Cow - ou AT2018cow, que pode ter dado origem a um novo buraco negro a 200 milhões de anos-luz da Terra — Foto: Sloan Digital Sky Survey 
Imagem capturada em junho de 2018 por telescópios no Havaí mostra uma anomalia na estrela The Cow - ou AT2018cow, que pode ter dado origem a um novo buraco negro a 200 milhões de anos-luz da Terra — Foto: Sloan Digital Sky Survey
Outros buracos negros muito maiores são os supermassivos – que podem ser de 10 a 24 vezes maiores do que o nosso Sol.
“A formação desses é mais complicada, ninguém conhece direito. Há muitas teorias, como a colisão de vários buracos negros estelares no início do universo, ou colapsos de gás. Teoricamente é possível, mas é difícil saber exatamente”, completa Messias.

Qual é o tamanho de um buraco negro?

Ainda há muito o que se descobrir sobre os buracos negros, mas sabemos que eles podem ter tamanhos diversos. Os buracos negros estelares, que podem ter tamanho de 10 a 100 vezes maiores do que o nosso Sol, costumam ser menores que os supermassivos.
Um buraco negro supermassivo, por exemplo, pode ser milhões de vezes maior que o Sol. Ao mesmo tempo, essa massa gigantesca é muito compacta, e pode ocupar, por exemplo, um espaço consideravelmente menor do que o de um planeta pequeno do Sistema Solar.
Acredita-se que todas as galáxias tenham um buraco negro no seu centro.

Por que demorou para conseguirem fotografar o buraco negro?

O estudo exige o uso de telescópios de alta tecnologia e que possam produzir imagens de altíssima resolução. Foram produzidos 5 petabytes em imagens (1 petabyte = 1 milhão de gigabytes).
Discos rígidos precisaram ser fisicamente transportados de um laboratório a outro. “É o equivalente a 5 mil anos de arquivos mp3 ou a coleção inteira de selfies de 40 mil pessoas durante toda a vida”, comparou o diretor do projeto, Sheperd Doeler.
Oito radiotelescópios espalhados pelo planeta participaram da captura das frequências de rádio que geraram a primeira imagem de um buraco negro já registrada — Foto: Divulgação/Alma Observatory 
Oito radiotelescópios espalhados pelo planeta participaram da captura das frequências de rádio que geraram a primeira imagem de um buraco negro já registrada — Foto: Divulgação/Alma Observatory

Para que serve a foto do buraco negro?

Além de ser a realização de anos de pesquisa em astronomia e de um projeto global que envolveu equipes em diversos países, a visualização do buraco negro é mais uma evidência concreta da Teoria da Relatividade desenvolvida por Albert Einstein em 1905, que explica a lei da gravidade e sua relação com outras forças da natureza.
De acordo com o cientista Dimitrios Psaltis, professor de astronomia na Universidade do Arizona, e outro pesquisador no projeto, esta foi a primeira vez que se testaram as previsões da teoria de Einstein com buracos negros supermassivos no centro de uma galáxia.
  • Análise de imagem inédita de buraco negro levou 2 anos
“O tamanho e a forma da sombra [do buraco negro] previstos na teoria batem com nossas observações de forma impressionante. Isso aumenta nossa confiança nessa teoria que já tem mais de um século”, afirmou Psaltis na divulgação das fotos.

Por que não vemos um buraco negro que está mais perto?

Segundo Hugo Messias, o buraco negro que está na nossa galáxia, o Sagitário A, é supermassivo e muito menor do que o observado na galáxia M87. Por isso, o material que orbita nele faz a volta completa ao seu redor muito mais rapidamente. Isso dificulta a observação.
"Enquanto o material da M87 demora dias para fazer a volta no buraco negro, o nosso demora de 8 a 30 minutos", explica. Por isso, não é possível usar a mesma técnica. Mas os cientistas estão tentando adaptar o estudo ao comportamento do Sagitário A.
Simulação mostra o movimento dos materiais que orbitam o buraco porque estão presos na força gravitacional dele — Foto: Divulgação/Alma Observatory 
Simulação mostra o movimento dos materiais que orbitam o buraco porque estão presos na força gravitacional dele — Foto: Divulgação/Alma Observatory

NASA começa a testar cinco protótipos de habitats para estação lunar Gateway


Como parte dos planos dos Estados Unidos de estabelecer uma presença constante no ambiente lunar a partir da próxima década, está a estação espacial Lunar Gateway, que ficará posicionada na órbita da Lua tal qual a Estação Espacial Internacional fica na órbita da Terra. Agora, a NASA revelou que já está começando os testes com cinco protótipos de habitats para a Gateway, elaborados por empresas privadas.
Os projetos mostram diferentes perspectivas sobre a maneira como os astronautas viverão e trabalharão na estação lunar, esta que será a primeira nave projetada para se manter na órbita da Lua. Vale ressaltar que as propostas dos habitats servem para que a agência espacial faça testes em campo, considerando as ideias sugeridas, para que depois o projeto verdadeiro seja desenvolvido.
"Esses testes foram formulados para que possamos fazer uma comparação lado a lado de conceitos muito diferentes e inovadores. Embora não ditamos um design específico, entraremos na fase de aquisição com menos riscos, devido ao conhecimento que obteremos com tais testes", explicou Marshall Smith, líder do programa de exploração humana na Lua da NASA.
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Além das cinco empresas privadas com projetos que já estão em testes (Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, Sierra Nevada Corporation e Bigelow Aerospace), a NASA também ressaltou o esboço de estudo conceitual da NanoRacks. Abaixo, você confere alguns detalhes de cada projeto, com todos eles incluindo sistemas de suporte à vida, sistemas de controle ambiental, dormitórios, banheiros, e mais.

Habitat da Lockheed Martin

(Imagem: Lockheed Martin)
Em testes no Kennedy Space Center, o design da Lockheed Martin considera o uso da cápsula Orion, da NASA, que levará astronautas à Lua e também à estação Gateway. O design combina prototipagem de hardware e simulação de software durante o teste, concentrando-se em como a logística poderia ajudar a beneficiar as atividades dos astronautas por lá.

Habitat da Northrop Grumman

(Imagem: Northrop Grumman)
Em testes no Johnson Space Center, o design da Northrop Grumman considera o uso da nave Cygnus, que voou pela primeira vez há seis anos e serve para o transporte de suprimentos.

Habitat da Boeing

(Imagem: Boeing)
Em testes no Marshall Space Flight Center, o projeto da Boeing enfatiza os elementos de design da estação Gateway.

Habitat da Sierra Nevada Corporation

(Imagem: Sierra Nevada Corporation)
Em testes no Johnson Space Center, o protótipo da Sierra Nevada Corporation apresenta um habitat expansível, com uma configuração final capaz de fornecer um espaço maior para os astronautas quando necessário, num total de três andares de áreas de convivência.

Habitat da Bigelow Aerospace

(Imagem: Bigelow Aerospace)
Em testes na sede da companhia em Las Vegas, o design de habitat da Bigelow Aerospace mostra um módulo expansível similar ao da Sierra Nevada Corporation — contudo, vale lembrar que a Bigelow já levou um módulo expansível do tipo para a Estação Espacial Internacional há quatro anos, onde se tornou uma unidade de armazenamento.

Habitat da NanoRacks

(Imagem: NanoRacks)
Este projeto não está em testes, mas mostra um estudo de conceito bacana. A ideia é maximizar o volume habitável para os astronautas.
Fonte: NASA

Brasileiros descobrem evidências de exoplaneta 13 vezes maior que Júpiter

O exoplaneta foi descoberto em um sistema binário, que é composto por dois corpos celestes ligados gravitacionalmente.


  Pesquisadores brasileiros identificaram sinais robustos da existência de um objeto gigante na constelação de Cygnus orbitando um sistema binário de uma estrela viva e uma anã branca. — Foto: (Leandro Almeida/Divulgação) 
Pesquisadores brasileiros identificaram sinais robustos da existência de um objeto gigante na constelação de Cygnus orbitando um sistema binário de uma estrela viva e uma anã branca. — Foto: (Leandro Almeida/Divulgação)
Os astrônomos brasileiros Leonardo Andrade de Almeida e Augusto Damineli Neto descobriram sinais da existência de um exoplaneta com massa 13 vezes maior que a de Júpiter. A descoberta ocorreu durante o trabalho de pós-doutorado realizado por Leonardo Almeida no exterior, em um estudo orientado por Augusto Neto. O resultado da pesquisa foi publicado pelo The Astromical Journal, da Sociedade Americana de Astronomia.
Os exoplanetas são planetas que orbitam uma estrela que não seja o Sol. No caso, a descoberta foi visualizada em um sistema binário nomeado KIC10544976. Em entrevista à Agência Fapesp, o pós-doutorando pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Leonardo Andrade de Almeida, disse que é a primeira confirmação de um exoplaneta em um sistema desse tipo.
“Conseguimos obter evidências bastante sólidas sobre a existência de um exoplaneta gigante com uma massa quase 13 vezes maior que a de Júpiter [o maior planeta do Sistema Solar] em um sistema binário evoluído."
Uma das técnicas utilizadas para a descoberta foi a observação do efeito da variação de luz no momento de um eclipse. Para o estudo, os cientistas observaram a precisão do tempo em que uma estrela passa em frente à outra e formam o eclipse, caso haja uma variação no período orbital, é uma pista da existência de um planeta em torno das estrelas.
Porém, a observação do período orbital não é o suficiente para a concretização da descoberta, pois, como o Sol, as estrelas também passam por uma variação em seu ciclo de atividade magnética a cada 11 anos, marcada por um pico e um posterior declínio das manchas solares, outras estrelas também passam por esse mesmo processo.
  Reprodução artística do sistema binário observado na NGC 7793, no qual o buraco negro está inserido. — Foto: ESO/L. Calçada 
Reprodução artística do sistema binário observado na NGC 7793, no qual o buraco negro está inserido. — Foto: ESO/L. Calçada
“A variação da atividade magnética do Sol e de outras estrelas isoladas causa uma alteração em seus campos magnéticos. Já em estrelas que compõem um sistema binário isso provoca uma mudança no período orbital, que chamamos de mecanismo Applegate”, afirmou Almeida.
A fim de concretizar a descoberta e colher mais provas sobre a existência do possível exoplaneta, a equipe monitorou com telescópios terrestres entre 2005 e 2017 e pelo satélite Kepler entre 2009 e 2013, as duas estrelas do sistema binário, uma anã branca (estrela morta, menor, com brilho alto e com alta emissão de energia por unidade de tempo) e uma estrela anã vermelha (estrela viva, com massa pequena em comparação à do Sol, baixa luminosidade e baixa emissão de energia por unidade de tempo), gerando dados minuto a minuto.
Com os dados colhidos pelo satélite Kepler, foi possível estimar o ciclo magnético da estrela viva, a anã vermelha e confirmar que o fenômeno não foi causado por atividade magnética. Segundo dados levantados pelo satélite, a atividade magnética da anã vermelha é de 600 dias, igualmente aos ciclos magnéticos medidos para estrelas isoladas de massa baixa. Já o período orbital do sistema binário KIC10544976 é de 17 anos.
A origem do planeta que é quase 13 vezes maior que Júpiter, ainda é incerta e, só será confirmada, quando a nova geração de telescópios gigantes com espelhos primários maiores do que 20 metros entrarem em operação.

Nem sólido, nem líquido: estudo descobre nova fase que é uma mistura dos dois

E adivinhe só: ela poderia ser encontrada naturalmente na Terra


Na escola normalmente conhecemos os três estados básicos da matéria: sólido, líquido e gasoso. Mas em condições extremas de pressão e temperatura, os materiais podem assumir formas diferentes. É o caso do potássio. Cientistas da Universidade de Edimburgo descobriram que esse metal pode existir em uma fase que é tanto líquida quanto sólida.
Com a ajuda da inteligência artificial, os pesquisadores comprovaram que os átomos do potássio podem exibir propriedades líquidas e sólidas ao mesmo tempo. Isso acontece quando são expostos a pressão e temperatura muito altas. Seria algo entre 20 mil e 40 mil vezes a pressão atmosférica e 126 e 526 graus celsius.
Até então, não estava claro se esse tipo de estrutura era apenas uma transição entre os estados líquido e sólido ou se realmente tratava-se de uma nova fase da matéria. A pesquisa mostrou que essa forma é capaz de se manter de maneira estável sob as condições certas, revelando que é, sim, um estado diferente de tudo que conhecíamos.

Difícil imaginar algo assim? Os pesquisadores nos dão uma ajudinha: “É como segurar uma esponja cheia de água que começa a pingar, exceto que a esponja também é feita de água”, diz o físico Andreas Hermann, coautor do estudo.
É um pouco improvável que você chegue a segurar essa “esponja”. Esse estado da matéria só poderia existir naturalmente no manto da Terra. Ainda assim, ele dificilmente seria encontrado em sua forma pura, sendo mais possível que esteja misturado com outros materiais.
Os pesquisadores acreditam que mais elementos possam existir nessa nova fase. O nome escolhido para ela foi chain-melted phase, algo como “fase de fusão de cadeia”.
O potássio é um dos metais mais simples que conhecemos. O estudo mostrou que, sob as condições certas, até mesmo a estrutura mais elementar pode se mostrar extremamente complexa. Isso abre caminhos para entender o comportamento de diversos metais em outros planetas e estrelas.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Crivella descarta estado de emergência e atribui parte dos problemas com chuva ao aquecimento global

O prefeito Marcelo Crivella visita o bairro de Jardim Maravilha em Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, local muito afetado pelas fortes chuvas.
O prefeito Marcelo Crivella visita o bairro de Jardim Maravilha em Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, local muito afetado pelas fortes chuvas. Foto: Marcio Alves
Letícia Gasparini

O prefeito Marcelo Crivella visitou na manhã desta quarta-feira o Jardim Maravilha, em Guaratiba, na Zona Oeste. Ele ressaltou que o local é uma invasão, "sem obras" da prefeitura, e descartou decretar estado de emergência na cidade. Depois de classificar as chuvas como "atípicas", durante a terça-feira, ele atribuiu ao aquecimento global o alto volume de água inesperado pelos órgãos municipais e fez um paralelo com escândalos de corrupção.
— Não, nós estamos passando pela emergência. Estamos enfrentando problemas seriíssimos de aquecimento global, nunca choveu tanto em tão pouco tempo. Além de tudo isso, tivemos o maior escândalo de corrupção do país. Somado é uma perfeita tempestade — afirmou.
A localidade está inundada após ser atingida pelas chuvas torrenciais que começaram na cidade na noite de segunda-feira e durante toda a terça-feira. O Corpo de Bombeiros encontrou um homem morto, ainda não identificado, em uma ponte na Avenida Barão de Cocais, afogado pelo alto nível da água. De acordo com Crivella, o rio no Jardim Maravilha foi dragado pela última vez há 23 anos. Ele prometeu retomar a dragagem, que se estende por cerca de 2,5 quilômetros:
— Começamos as obras hoje, com duas máquinas. Precisamos de recursos. Peço a ajuda do governo federal.
O prefeito apelou, repetidamente, ao governo federal, pedindo que o ministério do Desenvolvimento Regional assine com o Município um programa chamado de "PAC das Enchentes e PAC das Encostas". O ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) informou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira, que a Prefeitura do Rio tem disponível para realização de contenção de encostas cerca de R$ 110,5 milhões, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas não o utilizou por falta de apresentação de projetos complementares de execução. O montante expira no próximo no dia 30 de junho.
Em meio cenário de completa destruição em Jardim Maravilha, Crivella afirmou que a cidade vai superar os problemas com "bom ânimo". Adiante, em entrevista com os jornalistas, o prefeito comentou que "o sol está brilhando no céu" e, enfim, "o Rio de Janeiro vai sair da crise".
Em meio cenário de completa destruição no Jardim Maravilha, Crivella afirmou que a cidade vai superar os problemas com "bom ânimo". Adiante, em entrevista com os jornalistas o prefeito comentou que "o sol está brilhando no céu" e "o Rio de Janeiro vai sair da crise".
Crivella afirmou que a Avenida Niemeyer e o Alto da Boa Vista podem ser reabertos ainda nesta quarta.
- Com esse sol que paira pela cidade e se o tempo melhorar, no fim do dia devemos liberar a Avenida Niemeyer e o Alto da Boa Vista. Não há mais bloqueios nessas vias. O que ainda ocorre é que equipes da Geo-Rio estão analisando o estado desses locais para verificar se há riscos de deslizamentos. Até as 18h as carros já devem poder circular por essas vias.
O prefeito falou ainda sobre os alagamentos na Avenida Borges Medeiros, na Lagoa, na Zona Sul Rio. Segundo ele, até o meio do dia toda a água já deve ter sido drenada no local.

 

Equipes da prefeitura só chegaram nesta quarta

Os moradores do Jardim Maravilha afirmam que equipes da prefeitura só chegaram ao local na manhã desta quarta-feira, quase 36 horas depois do temporal que atingiu a cidade. De acordo com a moradora Maria Eunice, de 66 anos, toda vez que chove na região, os valões enchem e as casas acabam inundadas.
— Nós tivemos ajuda de moradores para sair das nossas casas. A prefeitura só chegou na manhã de hoje. Perdi tudo. A água foi até a minha cintura.
Outro morador da região, Sergio Murilo dos Santos, 57 anos, não consegue entrar em casa diante da quantidade de água que ainda tem na sua casa.
— Perdi tudo. Tive que sair com a minha família e abandonar a minha casa, para poder sobreviver. Por enquanto não veio ninguém da prefeitura falar comigo sobre essa situação. Moro aqui há cerca de seis anos, sempre que tem temporal isso ocorre.
Glaucia Trajano da Silva Mazza Panzariello, 41 anos, conta que a força da água foi tanta que o portão de ferro da sua casa foi arrancado.
— Ainda não consegui contabilizar os estragos, mas foram muitos.
Maria Aparecida de Souza Braga, 54 anos, contou que o filho só conseguiu retornar para casa na manhã desta quarta-feira.
— Ele foi para a faculdade e só conseguiu voltar hoje pela manhã. Ficou preso. Graças a Deus, ele está bem.
A casa de Andrea Cristina dos Santos Silva, 43 anos, também ficou totalmente alagada.
— Moro aqui há 14 anos e sempre que chove é assim. Há nove anos perdi tudo com o alagamento. Agora, ocorreu de novo. Tenho duas crianças pequenas em casa. Fico desesperada. Mesmo com o Crivella vindo aqui hoje, não acredito mudança. Estamos largados.